Mostrar mensagens com a etiqueta CULTURA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CULTURA. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Katchoro encanta auditório brasileiro com “a mulher que matou a diferença”

by


Peça “Qual é a sentença: a mulher que matou a diferença” foi exibida duas vezes no Brasil 




O grupo Katchoro, que recentemente participou no Festival Teatral Yesu, no Brasil, está de volta à Pátria Amada. E, como se impõe, o encenador, Guilherme Roda, partilhou as experiências colhidas naquele país americano. Na percepção do artista, além de ter sido óptimo participar no festival, também foi agradável lá estar porque foram muito bem recebidos, quer pela organização quer pelo público. A recepção foi tão calorosa que os actores moçambicanos sentiram-se em casa. Para o efeito, contou muito a performance no palco o facto de os brasileiros terem-se identificado com a temática da peça “Qual é a sentença: a mulher que matou a diferença”.
No Yesu Luso, Katchoro teve duas actuações, ambas com a mesma peça, uma no dia 2 e outra no dia 4 deste mês. Nas duas circunstâncias, mesmo devido à natureza do espectáculo intimista que o grupo levou ao Festival, a apresentação aconteceu num auditório com capacidade para 30 lugares. No entanto, por causa da adesão do público a sala recebeu mais 20 pessoas. Ainda assim, nem todos puderam ver “Qual é a sentença: a mulher que matou a diferença”. Alguns espectadores ficaram de fora, porque os bilhetes esgotaram.
Nos dois dias de exibição que Katchoro contou com uma audiência de 100 pessoas teve que adaptar o espectáculo devido ao espaço da actuação. Nada de inquietante, afinal, em nada interferiu o essencial. E quanto à aprendizagem? “Houve muita, tanto do ponto de vista de organização do festival, tanto do ponto de vista do aprimoramento da qualidade”, garantiu Roda, salientando: “gostamos ainda de lá estar porque percebemos que há uma tendência de se reivindicar um teatro ‘puro’, livre da subordinação à televisão. Porque, infelizmente, os brasileiros reportam que há muitos grupos que usam o teatro 

O pais 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Conheça a obra Mulheres de Cinzas, de Mia Couto

by

Mulheres de Cinzas, de Mia Couto, é uma obra literária que se passa no final do século 19, no sul de Moçambique, na África. A história se passa em meios aos conflitos travados pelos portugueses contra o imperador local Ngungunyane, um dos últimos líderes do Estado de Gaza, pelo controle da região. É um épico poético-histórico que conta com dois protagonistas, o sargento Germano e a jovem intérprete Imani, cujo romance conhecemos por meio de cartas enviadas pelo sargento à Portugal.

Naquela época, os portugueses, em sua maioria, ainda acreditavam que os africanos eram desprovidos de alma, e essa teoria era usada para justificar os abusos e barbaridades da colonização e da escravidão. Mesmo que no vilarejo de Nkokolani os abusos cometidos pelos portugueses não fossem tão explícitos, ainda assim eles se achavam superiores. A maioria deles, por exemplo, exigia que os nativos os carregassem.

Fugindo à regra de comportamento dos portugueses, o sargento Germano andava pelas próprias pernas e parecia se importar com o povo. Além disso, por meio das cartas que ele enviava ao seu superior em Portugal, ele demonstrava se sentir frágil perante às imprevisibilidades da vida.  Assim, se por um lado poderíamos ter uma visão pré-estabelecida de que ele poderia se valer de sua “superioridade branca” ou de sua patente no exército português para se aproveitar da jovem Imani, é interessante e rico para o livro observar que isso não acontece. 

Imani é uma personagem complexa. Inteligente, falante da língua do colonizador e estrategicamente silenciosa, Imani conseguiu passar despercebida por todos, mas não por Germano. Eles se envolvem romanticamente, mas isso não é o foco principal da obra e muito menos é marcada pela abusividade que podemos esperar deste tipo de relação (entre homens que podem se valer da idade, patente ou outro tipo de “superioridade” para obter vantagens de cunho amoroso e sexual de mulheres). 

Em Mulheres de Cinzas, na verdade, a personagem principal é a Guerra: enquanto um dos irmãos de Imani se alia aos portugueses, o outro se alia ao imperador, e assim, em meio aos conflitos locais, vamos acompanhando as diferenças que separam os mundos de Germano e Imani e conhecendo mais sobre as opressões sofridas pelos africanos nas mãos dos portugueses nesse episódio da história da humanidade.

Mulheres de Cinzas tem uma linguagem um pouco diferente de nosso “português brasileiro”, personagens complexos e um enredo muito interessante, envolto na fantasia e magia locais. Muito mais do que um livro sobre uma história de amor, é um livro para pensar em diferenças, respeito, história e opressão. 

Fonte: site "Lado M"

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Mia Couto lança o segundo volume da trilogia dedicada ao reinado de Gungunhana

by
O escritor moçambicano Mia Couto lançou ontem em Maputo o segundo volume da trilogia dedicada ao reinado de Gungunhana, uma história que retrata a paixão entre um sargento português e uma jovem nativa durante a resistência à ocupação colonial.

"É um livro que lembra com saudade o nome de Gungunhana", disse à imprensa Mia Couto, à margem do lançamento da obra, intitulada "A Espada e a Azagaia", acrescentando que se trata de mais um contributo para a dignificação da história de Moçambique.

Recuando aos últimos dias do antigo Estado de Gaza, que se estendia desde o centro até ao sul de Moçambique, sob liderança do último imperador, Gungunhana, a nova obra do prémio Camões em 2013 cruza as "versões da história contada por vencedores e vencidos".

O livro percorre os labirintos de um tempo não muito remoto de dois povos, a partir de um romance entre uma jovem de cultura txope e um sargento português, em época de resistência à ocupação colonial.

"No fundo, apesar de estar escrita aqui uma história de guerra, esta é uma história de amor", explicou o autor, acrescentando que, diferentemente do primeiro livro da trilogia, "Mulheres de Cinza", em "A Espada e a Azagaia" os conflitos são muito mais frequentes e Gungunhana entra definitivamente na história.

Gungunhana acabou por ser derrotado em 1895 pelas forças portuguesas comandadas por Mouzinho de Albuquerque e foi posteriormente deportado para os Açores, onde morreu em 1906.

O corpo de Gungunhana foi repatriado para Moçambique em 1985, mas persistem relatos de que, em vez dos seus ossos, o caixão continha apenas areia colhida em solo português, o que, segundo Mia Couto, quando apresentou o primeiro trabalho da trilogia, traz "uma ideia de fragilidade, de uma figura que se pode esfarelar".

Enquanto escrevia o "A Espada e a Azagaia", Mia Couto conta que visitou os Açores e a ideia de africanos deportados que "fizerem as suas vidas" mostra que há muito mais em comum entre as duas realidades.

"Há netas de Gungunhana nos Açores que querem conhecer as suas origens", declarou o escritor, acrescentando que o cruzamento das histórias dos dois povos é um elemento peculiar e merece a devida atenção.

À Lusa, à margem do lançamento da primeira obra da trilogia em 2015, Mia Couto admitiu que a obra contém riscos, quando Moçambique vive "numa situação tensa", em que "pode haver aproveitamentos do ponto de vista étnico e memórias reaproveitadas ao serviço de interesses".

Na altura, o escritor recordou uma conversa com o Presidente moçambicano, quando ainda estava a escrever "Mulheres de Cinza", dando-lhe conta da sua inquietação de que este livro pudesse servir para despertar fantasmas.

"Mais vale sermos nós a despertar fantasmas do que eles a nós", comentou Filipe Nyusi, na conversa reproduzida pelo romancista.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Nampula acolhe "Banda Desenhada" contra casamentos prematuros

by


O MUSEU Nacional de Etnologia, na cidade de Nampula, acolhe uma exposição de obras de banda desenhada que retratam os efeitos negativos dos casamentos prematuros, fenómeno que está a atingir contornos preocupantes nesta província.

Justino Cardoso, artista plástico de Nampula e autor da exposição explicou que a mesma pretende desencorajar esta prática nociva para a vida social e académica das raparigas.
“É preciso educar, de diferentes maneiras, a sociedade sobre o mal que trazem estes casamentos para a própria comunidade. E esta é uma das formas que acredito que pode surtir efeitos desejados nessa educação”, afirmou Justino Cardoso, lamentando o facto de este fenómeno continuar a ocorrer não obstante diversas campanhas visando o seu desencorajamento.
Cardoso acrescentou que está a promover a exposição no sentido de complementar as actividades desenvolvidas pelas autoridades governamentais do país, em parceria com outras entidades no âmbito da prevenção e combate destes males.
Como forma de sensibilização, esta exposição será levada a todos os distritos da província, com destaque para aqueles onde os casamentos prematuros são frequentes.
Nampula é uma das províncias do país onde mais se registam casos de raparigas submetidas aos casamentos prematuros. A situação ocorre, nalgumas situações, devido a falta de colaboração dos pais ou encarregados de educação nas actividades de sensibilização.
Sobre este fenómeno, o governador da província, Victor Borges, tem frequentemente renovado os apelos às comunidades locais para deixarem as raparigas irem à escola a fim de adquirirem os conhecimentos técnico-científicos, pois só assim, é que darão o seu contributo para o desenvolvimento do país.
O governante tem explicado que sem estes conhecimentos, o país estará privado de pessoal qualificado para garantir o normal funcionamento dos serviços de saúde, educação, por exemplo.




segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Ilha de Moçambique acolhe primeiro Festival de arte

by


As artes moçambicanas e do estrangeiro encontram-se na Ilha de Moçambique, Património da Humanidade que se localiza em Nampula. O evento que aproxima as manifestações artísticas designa-se Festival d’arte Ilha de Moçambique, uma iniciativa da Fundação The Pearl of Mozambique em parceria com o Museu da Ilha de Moçambique e que tem como objectivo levar artistas de diferentes nacionalidades àquele espaço, de modo a possibilitar troca de experiências.
 

A iniciativa pretende, igualmente, ajudar a divulgar o trabalho de artistas africanos e promover a ilha como uma cidade cultural. Assim, o festival decorre em duas fases: na primeira, entre 1 e 9 deste mês, as oficinas de trabalho estão abertas ao público em geral, com a participação dos artistas convidados. Na segunda fase do festival, que decorrerá entre 10 e 24, haverá uma exposição com os trabalhos desenvolvidos pelos artistas que participam na primeira fase.


Esta primeira aventura artística pela Ilha de Moçambique conta com a participação de 14 artistas com trabalhos de escultura, fotografia, pintura, desenho, ilustração e instalação, entre eles, de Moçambique, Pekiwa, Gemuce, Mauro Pinto, Filipe Branquinho, Titos Pelembe, Paulo Magalhães, Justino Cardoso, Kent Powell, Fefe Anding Loy e Buanamade Amade; do Zimbabwe, o festival conta com a participação dos artistas Tonderai Nyagato and Ernest Nyagato e da Holanda participam os artistas Marjanne Stam e Geetrui Van Hoogstraten.



quinta-feira, 14 de julho de 2016

"GRITO NEGRO" Jose craveirinha

by

Grito Negro”
.
Eu sou carvão!
E tu arrancas-me brutalmente do chão
E fazes-me tua mina
Patrão!
.
Eu sou carvão!
E tu acendes-me, patrão
Para te servir eternamente como força motriz
mas eternamente não
Patrão!
.
Eu sou carvão!
E tenho que arder, sim
E queimar tudo com a força da minha combustão.
.
Eu sou carvão!
Tenho que arder na exploração
Arder até às cinzas da maldição
Arder vivo como alcatrão, meu Irmão
Até não ser mais tua mina
Patrão!
.
Eu sou carvão!
Tenho que arder
E queimar tudo com o fogo da minha combustão.
.
Sim!
Eu serei o teu carvão
Patrão!

sábado, 2 de julho de 2016

fotógrafo moçambicano Félix Mula vence a 11.ª edição do Prémio Novo Banco Photo, no valor de 40 mil euros

by


O fotógrafo moçambicano Félix Mula é o vencedor da 11.ª edição do Prémio Novo Banco Photo, no valor de 40 mil euros, foi anunciado pela organização, no Museu Coleção Berardo, em Lisboa.

O fotógrafo moçambicano Félix Mula é o vencedor da 11.ª edição do Prémio Novo Banco Photo, no valor de 40 mil euros, foi anunciado esta quinta feira pela organização, no Museu Coleção Berardo, em Lisboa.
Concorriam ao prémio, com obras inéditas, além de Félix Mula, os artistas Mónica de Miranda (Angola) e Pauliana Pimentel (Portugal).
Os três artistas têm as obras estão em exposição desde 18 de maio, no Museu Berardo, instalado no CCB, onde ficarão até 02 de outubro.
Trata-se do galardão com valor mais elevado no campo das artes visuais, em Portugal, organizado pelo Museu Coleção Berardo – instalado no CCB -, em parceria com o Novo Banco.
O prémio mantém a filosofia da seleção de artistas de nacionalidade portuguesa e dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
No ano passado, a artista portuguesa Ângela Ferreira foi a vencedora do Prémio Novo Banco Photo, com a exposição “A Tendency to Forget”, sobre a temática do colonialismo.
Helena Almeida foi a vencedora da primeira edição, em 2004, José Luís Neto venceu em 2005, Daniel Blaufuks, em 2006, Miguel Soares, em 2007, Edgar Martins, em 2008, Filipa César, em 2009, Manuela Marques, em 2011, Mauro Pinto, em 2012, Pedro Motta, em 2013, e Letícia Ramos, em 2014.

 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Bananas com Leite Condensado, saiba como preparar

by
 
Bananas com Leite Condensado
 


Ingredientes:

  • 1 lata de leite condensado 
  • casca ralada de 1 limão
  • 6 bananas maduras
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 3 colheres de sopa de coco ralado
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 2 gemas
Confecção:


Descascam-se as bananas e cortam-se ao meio no sentido do comprimento.
Colocam-se num pirex que possa ir à mesa e ao forno.
Polvilha-se com a casca ralada do limão, a canela e nozinhas de manteiga.
Misture muito bem o leite condensado com as gemas e verta por cima das bananas.
Polvilhe com coco ralado e leve ao forno a gratinar.
Deve ficar dourado.
Sirva morno ou frio. 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Uma viagem ao mundo cultural moçambicano

by

 2015 foi um ano com diversos acontecimentos culturais, entre felizes e tristes. Grandes eventos internacionais marcaram o ano, sobretudo concertos musicais. Um dos maiores acontecimentos do ano foi a atribuiçao do título Doutor Honoris Causa ao escritor Mia Couto pela A Politécnica.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

HORIGEM DA CAPULANA

by
 
A origem do uso ainda é incerta. Entretanto ,entre a cultura Swahili falante, que habita regiões da África Oriental,conta-se que foi a partir do século XIX que a população começou a vestira Capulana.
O comércio colonial em Moçambique tinha como moeda de troca o ouro
e o marfim. Como contrapartida, os comerciantes estrangeiros traziam o pano (Bertangim, da Índia) e a miçanga (de Veneza) principalmente no período colonial português. Foi nesse processo de troca que o tecido,trazido da Índia, tornou-se uma vestimenta importante na cultura moçambicana.

Veja a origem do nome Moçambique

by

O nome da ilha, e do país, deriva de um personagem de origem árabe do qual pouco se sabe chamado Mussa Bin Bique ou Mussa Al Mbique

 Um emir árabe muçulmano de nome Mussa ibn Bique foi o primeiro governante conhecido de Moçambique antes da invasão portuguesa da região, durante a década de 1550 e no período que antecedeu à conquista colonial de grande parte da África. 

Quando Vasco da Gama chegou pela primeira vez a Moçambique, em 1497, já existiam entrepostos comerciais árabes e uma grande parte da população tinha aderido ao Islã.

Porem de onde veio o nome Moçambique ?
Conta-se que ao fazer o primeiro aportamento nas terras moçambicanas, os portugueses a chamaram de ” Terras de Mussa ibn Bique” em homenagem ao seu governante, mas ao passar dos anos, como aconteceram em outras regiões do mundo colonizadas por europeus lusitanos, o nome da terra começou a ser simplificado para facilitar a pronuncia, então de Terras de Mussa ibn Bique, o lugar passou a se chamar apenas de Moçambique.